Blog Mario Enzio

Aprecio a leitura, não me canso de intercalar assuntos, para aprofundar-me, especializar-me, em algum tema que estudo. O que mais gosto de ler? O livro que está me falando ao coração naquele momento.

Fragmentos de Ideias

9 de outubro de 2014

folhas_ao_ventoO que esperar das opiniões que são jogadas nas redes sociais? Já que são opiniões fragmentadas. Não vou comentar o que é falso, já fiz isso em outra postagem.

As ideias são trituradas, amassadas, aparteadas, pulverizadas, por vezes, sem qualquer nexo. Podem ser isentas de verdade, de fundamento ou de lógica. Temos que ser bastante observadores para entender, o que alguns querem dizer com suas mensagens, pois muitas vêm truncadas. É preciso ser daquele grupo, daquela turma ou tribo, para entender o que estão querendo comunicar.

Entendi, quando a rede mundial de computadores se instalava, que esse salto de qualidade na informação seria uma vantagem às pesquisas e ao conhecimento. Entendo, também, que passados alguns anos, há o fenômeno da pulverização de ideias e da pluralidade no exercício da democracia de opiniões. Haja paciência virtual para compreender os clubinhos que se formam com as raivosas facções ideológicas.

De um lado, os que acham certo uma opinião, uma coisa ou atitude e, do outro, os que acham que tudo está errado. A turma do sim e outra do não. Bem, como numa luta no ringue. No canto esquerdo, o grupo daqueles que se identifica com você, que será seguido, será considerado amigo e, no canto direito, os que são do contra. Curtir ou não curtir? Eis a questão existencial do século!

Pensando mais, não é somente dessa maneira simplista. Já como está fragmentada a informação na internet, diria que não existe apenas uma dupla polarização. Mas, existem múltiplas construções de pensamentos dispersos, soltos, geniosos ou irascíveis.

Temo, com ressalvas, pelo uso sem critérios, a integridade e sucesso de quem busca referência, em que dados deverão ser cada vez mais seletivos ou apurados. Não gosto desse dito popular, mas me serve: haverá que se procurar como agulha no palheiro. Não há uma única solução, nem poderia pela própria natureza da internet, das redes, na produção da informação, que é individual, exponencial e espontânea. São como palavras ao vento. Mas, para quem busca coerência e bom senso, deve-se levar em conta a fonte, a cronologia, o contexto, o universo do tema que se pesquisa e haja tempo e tolerância para garimpar uma ideia coesa.

Crédito foto: labirintosdaalma

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Verdade ou mentira?

3 de setembro de 2014

Foto: Divulgação

A disseminação de conteúdo falso, contraditório, incoerente é algo absurdo nas redes sociais. Aliás, na internet, há um concentrado e bem dirigido, mundo de boatos. Pode ser um território de ninguém ou uma interessante mesa de bar. Cada um fala o que quer dentro do que considera o seu senso comum. Sem comentar no número de idiotas que postam mensagens sem qualquer noção do ridículo. Não dá para calcular. O que considero ruim ou péssimo é que muitas dessas mensagens ganham notório destaque. E, ainda, tem quem compartilhe essa informação, usando para fundamentar em seus argumentos. Fico atordoado com a quantidade de asneira que se ouve ou se lê.

Penso que se quiser gastar seu tempo com uma boa formação, procure saber quem postou a mensagem. Não desperdice seu tempo. Cuidado com textos compactos. Muitos desses aforismos fazem parte de um contexto maior. Outros até por serem reduzidos poderiam estar trazendo uma boa síntese, mas em geral são bobagens resumidas. Saiba como avaliar. Saber entender isso, só indo a cada matéria e mergulhando no que o assunto quer abordar. A sua origem, se é verdade ou mentira.

Muitas mensagens, fotos ou depoimentos nem sempre são dos personagens que os assinam. Alguns escritores, apresentadores de televisão e jornalistas já afirmaram categoricamente que não difundem ou divulgam suas ideias na net. Por outro lado, a opinião de algumas pessoas é distorcida por uma guerra de interesses políticos, econômicos ou mercadológicos.

Nessa trincheira, há uma patrulha de seres da contrainformação, um bando, que produz conteúdo para confundir, perturbar ou atrapalhar. O tema, o candidato, a pessoa, a ideia que não está de acordo com as suas é bombardeado com inverdades, informações alteradas ou distorcidas. Parece, mas não se trata de uma teoria conspiratória. Quem tiver um pouco de tempo e bom senso, vá atrás da mensagem e saiba primeiro: – quem a publicou? – é a opinião do entrevistado? – confere com o que a pessoa diria? Em resumo, fazer o que um jornalista faz: checar a fonte. Conferir se o conteúdo é verdadeiro, se há distorções. Isso pode ajudar – e muito – na vida real.

 

 

 

 

 

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