Blog Mario Enzio

Aprecio a leitura, não me canso de intercalar assuntos, para aprofundar-me, especializar-me, em algum tema que estudo. O que mais gosto de ler? O livro que está me falando ao coração naquele momento.

Promessas

20 de janeiro de 2016

promessasPromessas estão entre as ações que pessoas concordam entre si ou consigo mesmas. Pelo menos, deveria ser assim. Vejo que algumas promessas são cumpridas, do tipo religioso, com muito fervor, com dedicação e até com determinação.

As pessoas que cumprem essas promessas são capazes de se deslocarem por quilômetros para confirmar a sua fé e pagar uma dívida que tem para com um santo que lhe alcançou uma graça.

Mas, têm pessoas que nem esse tipo de promessa consegue cumprir. Chegam a fazer um acordo mental, afirmando que depois irão exercer esse dever. Na base do “quando der ou puder, eu pago”.

Essas pessoas não são as boas pagadoras de promessas. Elas deixam para outra oportunidade. E, sabe-se lá quando isso era acontecer.

Afinal, o que são promessas? E por que as pessoas nos cobram pelo que prometemos?

Uma promessa pode ser algo que alguém pretende cumprir, que acontece com pessoas que aceitam um acordo, um contrato, que conseguem com esforço pagar uma dívida. Quem promete sabe que tem uma missão pela frente, é uma obrigação moral.

Já os que não estão interessados, que só prometem para se livrar de um compromisso, são aqueles da chamada promessa conversa mole, uma lorota, de um papo furado.

Essas são as promessas que ficam jogadas para o canto, e que não passam da vontade. A pessoa só fica afirmando que irá cumprir, mas que “agora não dá”, ou que “a qualquer hora dessas irá dar um jeito e cumprir”. Pois é, não acredite, é pura enrolação!

Alguém que de fato, quer cumprir uma promessa, não fica nesse estado de enganação. Quem tem palavra, não quebra um juramento. Mas, entendo que jurar ou prometer estão em baixa hoje em dia. Então: se prometer, tente cumprir!

Crédito foto: banco_de_fotos

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Enganar e Desacreditar

27 de novembro de 2015

Você já foi enganado? É uma sensação desagradável, não é? Para definir ainda mais como  é ser enganado podemos utilizar o termo: traição. Essa palavra que traz em si um vasto campo para analise de circunstâncias que ocorrem no cotidiano.

O momento em que descobrimos que o que era para ser feito e não foi. Como nos sentimos? Chateados, pois fomos enganados. Outro exemplo: demos alguma ordem para que pessoas cumprissem, houve compreensão e todos entenderam o que era para ser feito e todos concordaram. Passado um tempo, fomos conferir a ação. E descobrimos, novamente, que nada foi concretizado. Como ficamos? Compelidos a mandar os responsáveis embora? Não, vamos dar uma chance. Afinal, errar é humano. Mas, nos sentimos enganados.

Vamos ao exemplo tradicional: um casal, relativamente de bem um com outro, resolvem, sem alardes, mas por alguma oportunidade que a vida lhes oferece em ter amantes. Eles assumem o risco de serem descobertos. Fazem tudo dentro de rituais, senhas, códigos e horários. Até que um dia, são descobertos. E, se sentem trapaceados, fora de controle com aquela situação, traídos, enganados. Decepção! Rupturas!

A pessoa que engana tem, em síntese, muita criatividade para o ato da embromação. Cabe ao enganado aceitar ou não aquela situação por mais ou menos tempo. Penso que cometer um erro sem querer, por imperícia, imprudência ou negligência pode até ser aceito dependendo do tipo de erro. Enganar é um ato de quem quer se aproveitar da condição de desinformação, descaso ou desconhecimento do outro. É de alguém que falta com a verdade no que diz, faz, crê ou pensa. É desacreditar nos relacionamentos.

Crédito foto: jovenscontagiar

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Elemento Surpresa

16 de outubro de 2014

O que será que consegue tirasurpresar alguém do sério, irritando-o, enraivecendo-o, ou, provocando euforia, deixando-o em estado de pura alegria? Um fato que venha de surpresa, que não estejamos esperando. Quer seja positivo ou negativo.

São essas histórias de tirar o fôlego, como o ingresso em um competitivo exame de seleção ou a descoberta de uma traição. Olhar seu nome na lista dos aprovados ou um flagrante adultério. A virada de um jogo com direito a goleada. Para que time você torceu? A notícia da perda de um emprego, uma gravidez indesejada ou a tão tentada, programada, esperada e, enfim, ocorrida. Um quase acidente automobilístico, salvo por aqueles milésimos de segundos, quando houve falta de atenção. Ou, uma virada no dia de votação, contrariando toda uma pesquisa eleitoral.

Posso discorrer algumas cenas que me lembro em que o elemento pasmo se compôs e manifestou-se em sua totalidade. Creio que você terá as suas próprias lembranças. Não vou chateá-lo com situações que podem ter sido desagradáveis. Vamos ao lado das mais agradáveis. Será que conseguimos recordar? Essa é a questão: de qual nos lembramos? Das boas ou das ruins. O que lhe deixou marcado, vão dizer alguns colegas analistas? Aquela que ainda não está bem resolvida? A que deixa marcas na memória? Aí a situação muda de figura.

O elemento surpresa passa a ter um componente vivo dentro de cada um. Viverá por dias, meses ou anos, dependendo da sua força. Irá resistir a sessões de terapia e, em alguns casos, irá para o túmulo com o sujeito. A expressão “o trauma define o paciente” se confunde com a vida cotidiana. Uau! Que perseguição interior, que causa mal resolvida. Por essa razão analítica que quando o impacto de uma emoção forte, da surpresa, é inoculado em algum lugar em que já reside alguma decepção ou deformação fica mais difícil limpar a área mental atingida. Em outras palavras, curar o trauma daquela frustração pode levar tempo. Isso vale para qualquer atitude da vida em que ‘empurramos decisões para baixo do tapete mental’ com angústias e discórdias.

E olhando o momento atual com esses ódios aparentes, esse racismo político, essas carências de um diálogo inteligente, penso na quantidade de traumas que irão se perpetuar. Ao acabar essa competição as pessoas voltarão a conviver com as mesmas pessoas que aí estão.

Que a surpresa seja apenas acidental, que possa haver uma boa dose de bom senso e compreender que é bom se irritar só de forma passageira.

Crédito foto: brazucanomundo 

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