Blog Mario Enzio

Aprecio a leitura, não me canso de intercalar assuntos, para aprofundar-me, especializar-me, em algum tema que estudo. O que mais gosto de ler? O livro que está me falando ao coração naquele momento.

Distraídos

30 de setembro de 2015

distraido mirando las moscas

Somos seres que nos preocupamos com uma série de assuntos durante o dia. Se a comida do restaurante estava boa, se o empregado chegou no horário, se o pedido foi entregue, como exemplos. Estamos sempre zelando por alguma coisa.

Não importa o quê, há sempre algo que exige nossa atenção. Vai atravessar a rua? Terá que olhar para os lados. Sim, porque pode ser que um desavisado ainda esteja trafegando pela contramão. Está parado no ponto, se olhar para ver alguma mensagem no celular, pode ser que perca seu ônibus. Há sempre um ponto de convergência que pode alterar seus planos, rotinas ou o bolso. Enfim, sua vida. Quer continuar analisando, vamos lá.

Deixou a luz acessa, vai pagar mais na conta. Não avisou que ia chegar tarde, a porta ficou trancada e teve que se arranjar para dormir. Podemos fazer uma série de coisas no chamado ‘piloto automático’, porque estamos em puro estado de distração mental.

Grande parte das pessoas nas grandes cidades, – hoje eu já diria que até nas pequenas cidades, estão vivendo sob um estado de tensão e estresse operacional. Estamos pré-ocupados com coisas que não têm muito a ver e com outras menos ainda. E, por vezes, com essa enxurrada de situações acabamos nos esquecendo do que é essencial, do que é necessário e do que é, relativamente, importante. Ou seja, se distraem com a própria distração.

A razão da distração é o excesso. Ser distraído têm níveis que podem preocupar e exigem até tratamento, mas pode ser um leve sintoma de desinteresse ou alienação. O pior é quando nos sentimos manipulados e não sabemos ou não conseguimos diferenciar o que nos desorienta ou nos confunde. Parece que queremos ficar distraídos. Seriam felizes os que podem se desligar do mundo voluntariamente sem se preocupar com o que ocorre à sua volta?

Crédito foto: emaze.com

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Rei de CopasEstá em destaque nos noticiários sobre um provável acidente aéreo em São Paulo na próxima semana, propagando conteúdo alarmista. Está causando uma sensação de incomodo em muitas pessoas e gerando um clima de terrorismo psíquico. Penso que não deveria ter todo esse espaço na mídia. Em 2005 escrevi um livro sobre premonição e profecias, portanto sei do que escrevo.

Em 26 de julho de 2005 estive com outras quatro pessoas no escritório de um advogado que presenciaram o texto feito de próprio punho por esse vidente. Para tentar provar se suas ditas habilidades procediam ou não, fui eu quem tirou as cópias e as autentiquei em 2 de agosto de 2005, que fala desse acidente aéreo. O que tenho a alertar é: preste atenção sobre o que são e como são feitas as previsões premonitórias.

Quanto ao meu livro, tirei-o de catálogo. Triturei mais de três mil exemplares por não concordar com o que havia escrito. Entretanto, esse tema ainda me causa estímulos para retomar e reescrever. Ainda irei retratar detalhes do que venho observando e recolhendo de material nesses anos.

Para completar, vou citar alguns conceitos e definições para não falar ou compreender errado. O que é, o que é? Premonição: advertência antecipada do que vai acontecer. Se alguém tem pressentimento de que vai ocorrer, não dá para mudar. Vidência: é a qualidade de um vidente, que tem a faculdade de visão sobrenatural de cenas futuras ou de cenas que estão ocorrendo em lugares onde ele não esteja presente. Logo, haverá aquela cena em um momento futuro.

Não existe essa conversa mole de que o vidente viu, falou, mas que você pode modificar. Segundo a crença, essa visão é de algo que está determinado para acontecer. Se o evento pode ser evitado, não é vidência ou premonição. É chute, ficção ou uma informação destituída de lógica. Cada coisa em seu lugar. Não se pode misturar capacidade pré-cognitiva com livre arbítrio. São duas atitudes que não caminham juntas, são opostas. E, por falar em precognição, define-se como: conhecer antes; ter conhecimento ou percepção prévia. O que dá para se somar aos significados desse mesmo rol de teorias da percepção sensorial.

Esses conceitos são uma capacidade natural da espécie humana. Mas, não podem ser tratados de maneira banal, como são tratados por aí. Para quem se dedica ao acompanhamento desses fenômenos, quem registra tais revelações, sabe como descobrir o que está no campo da falsidade. Quando se fazem experimentos, que podem ser verificados, se esse alguém é dotado dessa percepção extra-sensorial, verifica-se e comprova-se no teste de paranormalidade. E, anote, não vale aparecer com o relato do fato depois do ocorrido. Isso é enganação.

Assim quem for capaz de dizer o que irá ocorrer de forma espontânea, natural e se verificar o fato é um vidente de verdade. Não existem videntes atuando em tempo integral. Não vou me aprofundar nisso agora, nem quanto ao nível de acertos. Mas, fique sabendo que na premonição não há desvio de rota. Ela, simplesmente, ocorrerá.

Se alguém com essa capacidade lhe disser que uma pessoa vai morrer ao cruzar uma fronteira em determinada data: isso vai ocorrer. É assim que as pesquisas dessa área dizem clara e taxativamente. Senão é bobagem. É charlatanismo. O que vem a ser: uma prática pseudocientífica, subcultura impostora, proclamada por alguém que quer algum tipo de vantagem.

Se as pessoas tivessem memória dos acontecimentos, veriam que há muitos desses casos que não preenchem as mínimas condições exigidas de experimentação, para se comprovar sua veracidade.

Esse assunto é tão distorcido, que se tornou tema para um programa de televisão. Um desses ‘realities’ fora de propósito. É um show que busca encontrar, através de provas de adivinhação, o maior vidente do país. Uma coisa é a capacidade de antever um fato e outra é estar dentro dos padrões estatísticos da probabilidade de acertos e erros. Também, não vou me aprofundar nessa linha. Só sei que a mídia populista gosta da audiência para garantir sua sobrevivência aos domingos. Nada legal.

Portanto, daqui para frente: compare ANTES e confirme DEPOIS do evento. Será melhor se tiver registros ou elementos que comprovem com datas e testemunhas. Então, fica claro que premonição, vidência ou profecia precede o fato. Que não dá pra mudar, que vai ocorrer o fato. Senão é outra coisa: é boato, rumor, fofoca, balela, zunzum. É ato de quem quer se aproveitar da desinformação das pessoas por não acompanharem esses assuntos áridos.

No dia 26 de novembro confirmarei mais uma prova de evidência negativa. Para o bem da cidade de São Paulo e de todos envolvidos!

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A Cobrança está no Ar

25 de agosto de 2011
Surpresas são situações que geralmente fogem da rotina, geradas de acontecimentos improvisados. Ou quando imaginamos uma atitude e ocorre algo contrário. Justificamos esta indignação. Dias atrás, em viagem, fomos convidados a nos hospedar na residência de nosso excêntrico anfitrião. Bastou uma noite para que tivéssemos sonhos elaborados e dirigidos. Compunha em detalhes a visão de um check-out de supermercado. Naquele ambiente, a atendente registrava os produtos, passava-os um a um, por uma lente ótica infravermelho, ao som de um bizarro e ensurdecedor ‘pin’ com eco, toda vez que cada item era cobrado. Ao mesmo tempo, ela dizia palavras inteligíveis, balbuciando, gesticulando, e, mostrava-nos o local da saída. Pedia que não ficássemos ali parados, que fossemos rápidos, diligentes, por que estávamos efetuando tantas compras àquela hora. Sua insistência e elouquência seriam verdadeiras se não fosse visível apenas parte de seu franzino corpo. Passamos mal naquela madrugada. Só depois entendemos a origem do movimento onírico. Acusamos a influência da auto-sugestiva cortina, com adereços especiais de um código de barras, que geraram um sonho em forma de cobrança. Haja paciência até numa amena noite de sono.

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