Blog Mario Enzio

Aprecio a leitura, não me canso de intercalar assuntos, para aprofundar-me, especializar-me, em algum tema que estudo. O que mais gosto de ler? O livro que está me falando ao coração naquele momento.

Promessas

20 de janeiro de 2016

promessasPromessas estão entre as ações que pessoas concordam entre si ou consigo mesmas. Pelo menos, deveria ser assim. Vejo que algumas promessas são cumpridas, do tipo religioso, com muito fervor, com dedicação e até com determinação.

As pessoas que cumprem essas promessas são capazes de se deslocarem por quilômetros para confirmar a sua fé e pagar uma dívida que tem para com um santo que lhe alcançou uma graça.

Mas, têm pessoas que nem esse tipo de promessa consegue cumprir. Chegam a fazer um acordo mental, afirmando que depois irão exercer esse dever. Na base do “quando der ou puder, eu pago”.

Essas pessoas não são as boas pagadoras de promessas. Elas deixam para outra oportunidade. E, sabe-se lá quando isso era acontecer.

Afinal, o que são promessas? E por que as pessoas nos cobram pelo que prometemos?

Uma promessa pode ser algo que alguém pretende cumprir, que acontece com pessoas que aceitam um acordo, um contrato, que conseguem com esforço pagar uma dívida. Quem promete sabe que tem uma missão pela frente, é uma obrigação moral.

Já os que não estão interessados, que só prometem para se livrar de um compromisso, são aqueles da chamada promessa conversa mole, uma lorota, de um papo furado.

Essas são as promessas que ficam jogadas para o canto, e que não passam da vontade. A pessoa só fica afirmando que irá cumprir, mas que “agora não dá”, ou que “a qualquer hora dessas irá dar um jeito e cumprir”. Pois é, não acredite, é pura enrolação!

Alguém que de fato, quer cumprir uma promessa, não fica nesse estado de enganação. Quem tem palavra, não quebra um juramento. Mas, entendo que jurar ou prometer estão em baixa hoje em dia. Então: se prometer, tente cumprir!

Crédito foto: banco_de_fotos

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O mundo gira e as mudanças rodam

2 de outubro de 2014

Dentro de alguns dias preveem-se sinais de mudanças nos quadros políticos com ou sem reflexos sociais. Algumas serão consideradas como esperadas, outras serão surpreendentes. Iremos conferir. Mas, nada que se veja um cenário muito diferente do que aí está. Por quê? Porque mudanças profundas só existem quando se coloca de lado o que não se quer mais. Quando se joga fora o que não se usa ou se reutiliza como outra coisa. É preciso algum tempo maior.

Assim como quando pensamos em nosso mundo exterior, que em tamanho, é muita coisa para ser pensada como um todo, esse que está aí, em que agimos na natureza, que se transforma e deteriora, está em constante mudança. Não notamos, mas a cada dia alteramos alguma parte desse mundo. Quer seja na transformação das paisagens urbanas, na extração e esgotamento dos recursos, na contaminação do ar, dos rios, mananciais, da extinção de seres e outras. E, não percebemos as consequências no correr dos dias comuns, só depois de muitos anos de deterioração ou interferência é que iremos nos dar conta.

É mais ou menos assim que nos sentiremos depois desses dias de eleição. Ficará aquele sentimento de que o que fizemos foi pouco pelo que ainda tem que ser modificado. E não saberemos se estamos elegendo futuros indiciados em processos ou políticos que terão seu patrimônio elevado bem acima de seus rendimentos ou pessoas éticas que farão um bom trabalho à comunidade.

As mudanças que vem nem sempre estão na velocidade dos nossos desejos e vontades, de não estar dentro de nossas expectativas. Por isso, a ideia de mudança contínua é algo que deve ficar sempre dentro de nós. Essa questão que levantamos são preocupações constantes na ciência política desde há muitos anos, feitas por vários pensadores, e que devem permanecer em nós como dúvidas inquietantes.

Crédito foto: produzindo.net

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Falar com o Vazio

10 de novembro de 2011
Vivemos em uma cidade com milhões de pessoaFalar_s-25C3-25B3_DSC_0000140s desconhecidas. Na verdade, para quem caminha por bairros distintos, somos capazes de não identificar inúmeros rostos novos todos os dias, de não se saber quem é do bem ou do mal. Nos noticiários, lemos de tudo um pouco, desde se uma mulher deve se oferecer no primeiro encontro, das mortes no trânsito até das organizações criminosas, com os grupos de interesses difusos, que podem estar tão bem infiltradas, que nos dão a certeza de que nem imaginamos quem pode estar ao nosso lado. De certa forma, com toda esta tecnologia, o mundo está conectado e desconectado. Pessoas se dizem próximas, mas estão distantes vivendo seus mundinhos cheios de ramificações superficiais. As redes são sociais na medida em que circulam nossas mensagens fofoqueiras e menos inteligentes, que por um lado podem aproximar ou afastar. Estas são algumas destas contradições sociais, em que as intimidades podem ser superadas sem dificuldade. Mas, por outro lado, é difícil que haja continuidade. A decepção é mais que uma constante. Sem raízes emocionais e sem uma pessoa com quem se possa continuar conversando. Que caminhos percorrer para ser feliz nos dias de hoje?

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