A coragem como todos nós conhecemos é um ato de bravura, uma energia moral que nos desperta diante de situações aflitivas ou difíceis. Só que poucos sabem que ela se exprime de algumas maneiras, vamos comentar de duas delas: a coragem fria e a coragem quente.

A fria é aquela, como a palavra está dizendo, vem da postura de alguém que tenha sangue frio em uma determinada ação. No popular: é a pessoa de cabeça fria. Então, agora, fica fácil dizer que a outra é a quente. Aquela atitude de alguém com sangue quente. Isso é: a pessoa de cabeça quente. Podemos dizer que são a virtude fria e a virtude quente.

Mas, se quiséssemos avaliar e dar uma nota: qual seria a virtude mais aceitável? A mais útil? A que teria mais mérito? Precisaríamos ir adiante à nossa analise. Pensar em que situações a coragem se vê presente.

Em uma situação de grande perigo, em precisamos defender alguém que amamos, apesar do medo, podemos agir sem pensar nas consequências, sem muita responsabilidade. Depois acabamos dizendo que perdemos a cabeça com o resultado. Agir de cabeça quente pode não ser a melhor solução. É o que recomendam os especialistas em segurança, por exemplo, em casos de um infeliz assalto.

Ser ousado, ser destemido, ser um guerreiro pode ser uma postura para um campo de batalha, não para se conviver em harmonia numa sociedade que quer criar a cultura da paz.

Ser ou estar de cabeça fria, com a coragem sendo colocada na esfera da paciência, da serenidade é o mais indicado. Entretanto, essa é a mais difícil postura: ter coragem para modificar sem agredir, onde temos que dominar todos os nossos instintos.

Crédito foto: claudio moreira