Blog Mario Enzio

Aprecio a leitura, não me canso de intercalar assuntos, para aprofundar-me, especializar-me, em algum tema que estudo. O que mais gosto de ler? O livro que está me falando ao coração naquele momento.

Postura de Ex

14 de setembro de 2015

ex1Um ‘ex’ é uma certa condição social de que amanhã não sou mais nada daquilo. Há o que se pode revelar ou o que ainda não se revelou. Há uma traição que irá criar uma nova situação e há sempre um estado que será modificado e que pode ser um drama para o resto de uma vida.

Caso clássico é de ex-marido quando não paga pensão, que fica em estado de perpetuação. Do outro lado, se tem pressa na ação de cobrança e não se tem disposição para se olhar na cara. Situação oposta da ex-esposa que nas redes sociais mostra os novos amores e depois posta desaforos do mais novo ex-namorado. Desdém é pouco: – cara ruim de cama, além de mau caráter. Quero que minha inimiga se apaixone por ele. E completa: – era disso que eu gostava?

Podemos afirmar, com certo grau de erro, que na vida de qualquer pessoa há situações vividas com ex-patrões, suas histórias de amor e ódio, ou com ex-amigos que podem ter ciclos de rupturas e reatamentos.

Na vida de algum ‘ex’ a internet facilita ou dificulta quem quer esquecer. Pode ser uma aliada na cobrança de pensão, no rompimento de relações ou no aumento da dor de cotovelo. Encontram-se fotos, lugares visitados, sempre em clima das novas alegrias. Difícil ver algum ‘ex’ que poste uma mensagem negativa. Parece que fazem essas veiculações para causar algum prazer intenso de falsa satisfação. Ou não! Podem estar mesmo felizes, gozando sua liberdade ou prazer infinito da alma, por terem conseguido se libertar de algo que os aprisionava.

Ser ‘ex’, requer, entretanto, algumas considerações: ou você é ou não é. Você foi um bom marido, uma boa esposa, um bom patrão ou um bom amigo. Agora não é mais. Só que algumas figuras de ‘ex’, não conseguem se esquecer de sua condição: mal de ‘ex’ é se achar inesquecível.

Crédito foto: thesunonline

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Ciclos Viciosos

7 de setembro de 2015

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Considero que sempre é necessário que exista um ato de ruptura para que a mudança possa ser profunda. Escândalos são bons motivadores. Vejamos o caso Watergate. Já sei: você me dirá que foi nos Estados Unidos nos anos setenta. Só peguei como um exemplo: um caso emblemático que fez um presidente renunciar. Collor renunciou depois que se viu em uma situação de denúncia, apesar do processo de “impeachment” ter se concretizado. Getúlio se matou depois que não conseguiu lidar com os desmandos de sua guarda pessoal, dando asas aos seus desejos passados. Há sempre um fato que pode gerar uma quebra no estado das coisas harmoniosas ou estabelecidas. Outro exemplo, dessas rupturas ao “status quo” foi uma foto do menino sírio afogado nas praias turcas que rodaram a mídia. Vê-se que o êxodo dos imigrantes de diversos países do Oriente e da África já representam números que recordam as mazelas da II Guerra Mundial.

Pode ser que a política dos países europeus se renda a essa foto chocante? Um ponto de distensão no tecido social. Um rompimento no que se pode chamar de governabilidade. Quando o desequilíbrio de forças faz com que pensemos na razão de estarmos envolvidos em uma mesma sociedade que não tem uma solução que possa ser considerada como viável para os mais simples problemas. Quando nos vemos nessas condições, parece-me que o melhor a fazer é mudar com o que está, aparentemente, desorganizado.

Aí vem uma pergunta clássica: – quantos estão sensibilizados com essas questões? Quantas pessoas têm consciência de que uma mudança poderia ser mais promissora do que deixar as coisas do jeito que estão? Em política, quem não participa ativamente, mal sabe o que poderia lhe ser mais conveniente a não ser o que lhe motiva em suas vontades básicas ou as relativamente secundárias. Refiro-me àquelas que nos mantém com algum alimento na mesa, alguma segurança, um emprego, mesmo que em subcondições, e relativa mobilidade urbana.

Sempre me provoco a dar alguma solução, para ir melhorando o entorno de onde vivo. Uma solução simples é sempre mais bem-vinda do que mudanças radicais. Daí penso sempre na votação do ano seguinte: de não votar em quem não fez nada, mas fico pensando que os políticos que virão poderão incorrer na mesma prática. Se pensar assim, jamais haverá uma mudança que possa ser consistente. E deixar os que aí estão nem sempre será a solução. Que sinuca de bico.

Crédito foto: pixar.com

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O mundo gira e as mudanças rodam

2 de outubro de 2014

Dentro de alguns dias preveem-se sinais de mudanças nos quadros políticos com ou sem reflexos sociais. Algumas serão consideradas como esperadas, outras serão surpreendentes. Iremos conferir. Mas, nada que se veja um cenário muito diferente do que aí está. Por quê? Porque mudanças profundas só existem quando se coloca de lado o que não se quer mais. Quando se joga fora o que não se usa ou se reutiliza como outra coisa. É preciso algum tempo maior.

Assim como quando pensamos em nosso mundo exterior, que em tamanho, é muita coisa para ser pensada como um todo, esse que está aí, em que agimos na natureza, que se transforma e deteriora, está em constante mudança. Não notamos, mas a cada dia alteramos alguma parte desse mundo. Quer seja na transformação das paisagens urbanas, na extração e esgotamento dos recursos, na contaminação do ar, dos rios, mananciais, da extinção de seres e outras. E, não percebemos as consequências no correr dos dias comuns, só depois de muitos anos de deterioração ou interferência é que iremos nos dar conta.

É mais ou menos assim que nos sentiremos depois desses dias de eleição. Ficará aquele sentimento de que o que fizemos foi pouco pelo que ainda tem que ser modificado. E não saberemos se estamos elegendo futuros indiciados em processos ou políticos que terão seu patrimônio elevado bem acima de seus rendimentos ou pessoas éticas que farão um bom trabalho à comunidade.

As mudanças que vem nem sempre estão na velocidade dos nossos desejos e vontades, de não estar dentro de nossas expectativas. Por isso, a ideia de mudança contínua é algo que deve ficar sempre dentro de nós. Essa questão que levantamos são preocupações constantes na ciência política desde há muitos anos, feitas por vários pensadores, e que devem permanecer em nós como dúvidas inquietantes.

Crédito foto: produzindo.net

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