Blog Mario Enzio

Aprecio a leitura, não me canso de intercalar assuntos, para aprofundar-me, especializar-me, em algum tema que estudo. O que mais gosto de ler? O livro que está me falando ao coração naquele momento.

Promessas

20 de janeiro de 2016

promessasPromessas estão entre as ações que pessoas concordam entre si ou consigo mesmas. Pelo menos, deveria ser assim. Vejo que algumas promessas são cumpridas, do tipo religioso, com muito fervor, com dedicação e até com determinação.

As pessoas que cumprem essas promessas são capazes de se deslocarem por quilômetros para confirmar a sua fé e pagar uma dívida que tem para com um santo que lhe alcançou uma graça.

Mas, têm pessoas que nem esse tipo de promessa consegue cumprir. Chegam a fazer um acordo mental, afirmando que depois irão exercer esse dever. Na base do “quando der ou puder, eu pago”.

Essas pessoas não são as boas pagadoras de promessas. Elas deixam para outra oportunidade. E, sabe-se lá quando isso era acontecer.

Afinal, o que são promessas? E por que as pessoas nos cobram pelo que prometemos?

Uma promessa pode ser algo que alguém pretende cumprir, que acontece com pessoas que aceitam um acordo, um contrato, que conseguem com esforço pagar uma dívida. Quem promete sabe que tem uma missão pela frente, é uma obrigação moral.

Já os que não estão interessados, que só prometem para se livrar de um compromisso, são aqueles da chamada promessa conversa mole, uma lorota, de um papo furado.

Essas são as promessas que ficam jogadas para o canto, e que não passam da vontade. A pessoa só fica afirmando que irá cumprir, mas que “agora não dá”, ou que “a qualquer hora dessas irá dar um jeito e cumprir”. Pois é, não acredite, é pura enrolação!

Alguém que de fato, quer cumprir uma promessa, não fica nesse estado de enganação. Quem tem palavra, não quebra um juramento. Mas, entendo que jurar ou prometer estão em baixa hoje em dia. Então: se prometer, tente cumprir!

Crédito foto: banco_de_fotos

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Postura de Ex

14 de setembro de 2015

ex1Um ‘ex’ é uma certa condição social de que amanhã não sou mais nada daquilo. Há o que se pode revelar ou o que ainda não se revelou. Há uma traição que irá criar uma nova situação e há sempre um estado que será modificado e que pode ser um drama para o resto de uma vida.

Caso clássico é de ex-marido quando não paga pensão, que fica em estado de perpetuação. Do outro lado, se tem pressa na ação de cobrança e não se tem disposição para se olhar na cara. Situação oposta da ex-esposa que nas redes sociais mostra os novos amores e depois posta desaforos do mais novo ex-namorado. Desdém é pouco: – cara ruim de cama, além de mau caráter. Quero que minha inimiga se apaixone por ele. E completa: – era disso que eu gostava?

Podemos afirmar, com certo grau de erro, que na vida de qualquer pessoa há situações vividas com ex-patrões, suas histórias de amor e ódio, ou com ex-amigos que podem ter ciclos de rupturas e reatamentos.

Na vida de algum ‘ex’ a internet facilita ou dificulta quem quer esquecer. Pode ser uma aliada na cobrança de pensão, no rompimento de relações ou no aumento da dor de cotovelo. Encontram-se fotos, lugares visitados, sempre em clima das novas alegrias. Difícil ver algum ‘ex’ que poste uma mensagem negativa. Parece que fazem essas veiculações para causar algum prazer intenso de falsa satisfação. Ou não! Podem estar mesmo felizes, gozando sua liberdade ou prazer infinito da alma, por terem conseguido se libertar de algo que os aprisionava.

Ser ‘ex’, requer, entretanto, algumas considerações: ou você é ou não é. Você foi um bom marido, uma boa esposa, um bom patrão ou um bom amigo. Agora não é mais. Só que algumas figuras de ‘ex’, não conseguem se esquecer de sua condição: mal de ‘ex’ é se achar inesquecível.

Crédito foto: thesunonline

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Minta para mim

12 de dezembro de 2014

A mentira convcive lado a lado com a verdade. Assim como amor e ódio. Aliados ironicamente na retórica pós-moderna. Descobrimos aquelas pequenas mentiras, as mentirinhas sem dano aparente, ou as grandes mentiras quase todo dia. E causam alguma comoção ou desprezo. Vem como revelações bombásticas ou alegóricas, possíveis pela liberdade de imprensa ou meios fofoqueiros. Li que há pessoas que não foram feitas para dizer a verdade. É quando a mentira é mais vantajosa.

Não sei se gosto quando a ciência ajuda a explicar atitudes comportamentais como sendo um desvio permanente. Foi o que disse o neurocientista Ming Hsu, que descobriu em suas pesquisas, na Universidade da Califórnia em Berkeley. Argumenta com a analise que precisamos nos esforçar para permanecer honestos quando há chances de nos beneficiarmos à custa dos outros.

O que estava em questão era o envio de uma informação mentirosa para o ganho pessoal. E isso se dá numa relação causal entre uma região cerebral, de quem tem danos no córtex pré-frontal dorsolateral (região associada ao controle dos impulsos) e o comportamento honesto, argumenta o cientista Hsu. Acrescenta que “os pacientes com lesão nessa região do cérebro estavam mais dispostos a enganar do que o restante para proveito próprio”.

Se considerarmos que uma parcela da população pode ter essa distorção impregnada no cérebro, isso pode ser uma explicação para a falha de caráter nesse grupo. Seria uma avaria que implica na mentira como uma atividade normal da característica de personalidade. Honestidade, então, seria para mortais não providos dessa lesão.

Crédito foto: hyperscience.com
 

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A arte de negar

13 de novembro de 2014

ser-uma-negacao-shutterstock

Eu nego. Não tenho a ver com isso. Essa é uma frase que saí fácil da boca de muita gente. E, no Direito, até que se prove o contrário, mesmo provando, ainda assim tem gente que irá negar. A negação é prerrogativa da defesa. A chamada negação geral. Negue tudo, depois vamos argumentar.

As provas podem ser contundentes, podem discorrer sobre os fatos, contar detalhes, mas o criminoso nega a participação. O ladrão diz que não entrou, o larápio diz que não ele. Está na moda dizer que não viu ou não ouviu. Ainda, que não disse o que foi dito ou que não sabia de nada.

Como resultado da perícia, da técnica, as prisões têm alguns desses seres obscuros. Aqueles que, apesar de tudo, se dizem injustiçados. Que continuam afirmando “não joguei a criança do prédio ou não matei meus pais” ou “a arma disparou sem querer” ou “não enterrei o corpo aí”. Alguns crimes conseguem, por clamor popular, despertar mais atenção do que outros. Esse é um fenômeno a ser considerado com cautela. Existe e pressiona as instituições. Se, nesses casos, influencia o andar do processo é outra situação.

Nada a se espantar, há diálogos elucidativos quanto à pratica da negativa geral. Como dizem os nobres colegas defensores: – mesmo que a evidência esteja ali, à sua frente, negue. Não sabemos que provas serão apresentadas. – Mas, e se foi um flagrante? – Não importa, negue.

 Já ouviram essa história do marido dizendo à esposa que era ilusão dela tê-lo visto com a amante, não? – Se a esposa pegou esse camarada na cama? – Simplesmente, negue. Vamos justificar que tudo não passou de um mal entendido. O que foi visto não era bem aquilo.

 Essa é uma boa pratica para tentar se safar de uma acusação. Há casos que dão certo. A negação e a encenação superam as provas no processo. O sujeito está aí, sem cumprir pena, mesmo com tudo que o incrimine. Mas, a encenação faz parte do contexto. Quanto a mim, nego que sei de algo, além disso.

Crédito foto: noticias universia

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O que me importa

23 de outubro de 2014

Quando se tem foco, se tem a vida no presente. Isso importa? Para alguns sim, outros não. Para uns, nem conseguem explicar o sentido dessa frase. Para que isso me serve? A quem quer que seja que pense assim, isso não importa.

Uma discussão sobre um jogo de futebol entre dois times rivais ou sobre partidos políticos, a escolha de um candidato, as regras constitucionais, a privatização de ativos do Estado, se a orientação é para um Estado forte ou fraco, se a carga tributária deveria ser modificada. Isso lhe importa? As convicções temporárias ou perenes nos movem. Esse é o ponto de reflexão e/ou mutação: aquilo que nos motiva ou não, para deixar como está ou reverter ao que nos importa.

Dizem que as paixões são efêmeras, são doenças de uma alma sofrida que não tem paz com o resultado de suas decisões. Podem ser até violentas, e há quem diga que estão em constante ebulição, preparadas para se manifestar quando menos se espera. A paixão por alguém, por um amor proibido, por um time, por um filho, por um partido, por um objeto raro, por uma pintura, por uma ideia, por algo imaginário. Vão do simples ao complicado. Explicar uma paixão é tentar revelar o inconsciente. Isso importa? Desde que não sofra nem faça sofrer.

É explicável quando esse entusiasmo se acalma por ter conseguido o que queria ou se aquieta com os resultados que chegaram por perto. Aí se consegue saber a verdadeira razão do que importa. Há luz e informação no que foi dito, pensado, falado ou como e porque se agiu daquela maneira. Mas, isso é constante, há um ciclo que se renova se não for satisfeito. Isso importa?

Ah! Essas emoções passageiras! As boas parecem que nem existiram, mesmo tendo sido ótimas. E as emoções ruins, se não as tratarmos, elas ficam dentro de nós. Do que pensamos, falamos e agimos, temos que saber que enquanto estivermos interagindo iremos agradar e, também, magoar, machucar, agredir, atacar. Isso importa?

Não deixam de ser umas opiniões, parcas ou excessivas convicções, que mudam. Quem era azul virou vermelho, quem era vermelho virou azul. Isso importa? Ao acordar no dia seguinte, o que sobrou?

Crédito foto: asomadetodosafetos.blogspot

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Moralizar a educação

28 de agosto de 2014

Lousa

O assunto é repetitivo, portanto precisa ser tratado com muita atenção e cuidado. Escrevo em modificar o modelo de escola e de ensino público no país. Nada do que você não tenha lido. Só que se não repetirmos, não iremos cuidar do futuro. Não iremos mudar nunca. O ponto central é: que tipo de adulto ter nos próximos anos? Se não investirmos nas crianças teremos adultos ainda mais desligados, desinteressados, desinformados ou despreparados? Daí, uma solução conhecida, é preciso melhorar as escolas públicas. O assunto é, seriamente, simples: começar a valorizar o professor, melhorar instalações e condições estruturais das escolas, incentivar o estudo com novas metodologias, promover a leitura com a instalação de bibliotecas e algo mais. Esse algo mais é uma mudança de postura das famílias e dos profissionais quanto ao paradigma de quem deve educar em que nível. As famílias já têm uma participação importante, ao integrar os conselhos municipais, em cobrar do poder público, que os recursos cheguem às escolas e sejam bem aplicados. E mais, como digo: é preciso mudar o paradigma de como educar. Isso é: mudar essa ideia de que a escola pública é obrigada a formar uma criança. Esse é um conceito muito amplo. Vamos esclarecer: quem educa é a família e quem ensina é a escola. O modelo que está aí precisa ser modificado ou corrigido com novos padrões de convivência entre a escola e a família. Não se podem mais aceitar que os assuntos de manutenção da casa e sobrevivência sejam mais importantes do que educar os filhos. Esse é um discurso frágil. Não se pensa assim na hora de tê-los, não é? Portanto, é preciso se estabelecer novos padrões, outro paradigma, na formação do indivíduo como um todo. A escola só tem uma parte nesse papel. Os pais, avós, tios, tias ou responsáveis, já que a sociedade se fragmentou em vários formatos, é que devem assumir o outro papel, que é de educar. Como sabemos, além de investimentos que são necessários para valorizar a escola pública, é preciso se alterar esse padrão de abordagem e comportamento, para que tenhamos adultos mais bem formados, comprometidos e responsáveis. Se nada for feito, esse modelo falido que aí está continuará sendo repetido. Assim, o modelo precisa ser revisto, que o respeito ao professor e à escola só virá se a educação for moralizada. Portanto: por uma campanha de moralização da educação!

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