Blog Mario Enzio

Aprecio a leitura, não me canso de intercalar assuntos, para aprofundar-me, especializar-me, em algum tema que estudo. O que mais gosto de ler? O livro que está me falando ao coração naquele momento.

Coragem

6 de janeiro de 2016

A coragem como todos nós conhecemos é um ato de bravura, uma energia moral que nos desperta diante de situações aflitivas ou difíceis. Só que poucos sabem que ela se exprime de algumas maneiras, vamos comentar de duas delas: a coragem fria e a coragem quente.

A fria é aquela, como a palavra está dizendo, vem da postura de alguém que tenha sangue frio em uma determinada ação. No popular: é a pessoa de cabeça fria. Então, agora, fica fácil dizer que a outra é a quente. Aquela atitude de alguém com sangue quente. Isso é: a pessoa de cabeça quente. Podemos dizer que são a virtude fria e a virtude quente.

Mas, se quiséssemos avaliar e dar uma nota: qual seria a virtude mais aceitável? A mais útil? A que teria mais mérito? Precisaríamos ir adiante à nossa analise. Pensar em que situações a coragem se vê presente.

Em uma situação de grande perigo, em precisamos defender alguém que amamos, apesar do medo, podemos agir sem pensar nas consequências, sem muita responsabilidade. Depois acabamos dizendo que perdemos a cabeça com o resultado. Agir de cabeça quente pode não ser a melhor solução. É o que recomendam os especialistas em segurança, por exemplo, em casos de um infeliz assalto.

Ser ousado, ser destemido, ser um guerreiro pode ser uma postura para um campo de batalha, não para se conviver em harmonia numa sociedade que quer criar a cultura da paz.

Ser ou estar de cabeça fria, com a coragem sendo colocada na esfera da paciência, da serenidade é o mais indicado. Entretanto, essa é a mais difícil postura: ter coragem para modificar sem agredir, onde temos que dominar todos os nossos instintos.

Crédito foto: claudio moreira

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Falar Sério

30 de outubro de 2015

Será que o que falamos consegue passar o que queremos comunicar? Creio que precisamos nos entender primeiro em relação a essa frase. Valeria à pena começar delimitando nosso texto e perguntar: o que é lógica? É quando o raciocínio é coerente, acertado, quando há bom senso no que expomos em nossa fala ou na escrita.

É a função critica do pensamento, quando o discurso, a maneira de falar de alguém, é racional. O que resulta numa informação normal das coisas. Somos seres pensantes e falantes. Nem sei o quanto de pensantes, mas somos muito falantes. Enfim, nos comunicamos de alguma maneira. Pessoas sempre estão pronunciando, articulando, um conjunto de palavras.

Ao chegarmos perto de uma roda de conhecidos, se estivermos por dentro da conversa, podemos até conseguir compreender senão teremos que pedir para que uma pessoa nos explique do que estão falando.  Mas, em muitas vezes, há indivíduos que entram numa conversa sem saber do assunto. E aí é que começa o problema: falam, explicam, e nem sabem do que estão raciocinando.

O que podemos pensar? Que essas pessoas são mal informadas, deslocadas do grupo, que estão fora do assunto ou que são limitadas na matéria. Aí é que está o ponto de avaliação: temos que compreender se o erro é nosso ou se foi na maneira de como o outro falou. Se ele falou e não disse nada.

Assim, uma pessoa pode falar o que quiser, pode até ter lógica, que seja coerente, mas que não terá nada a ver com o que estamos conversando naquele momento. Por exemplo: se o grupo está falando de futebol, não venha contar como a massa do pão desandou.

Conversar educadamente depende do assunto e do contexto. Não componha frases apenas para emitir algum tipo de som sem qualquer significado.

Crédito da foto: pt.wix.com

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O que se entende quando falamos

12 de setembro de 2014

Aos humanos foi dada a arte de falar. E divagar é algo que sai da nossa boca toda vez que começamos a nos comunicar. Isso não é só minha observação. Goethe, escritor e pensador alemão, há mais de duzentos anos já dizia que “assim que fala, a pessoa começa a divagar”.

Acrescento a capacidade que temos em argumentar, considerada uma modalidade mental articulatória ainda mais fantástica. Em nossa astúcia em persuadir, quando estamos sendo atacados em discussões. Nesse ponto, a linguagem tem uma parte bem definida de não se adequar ao ponto de vista lógico.

O momento político, o exercício da democracia, inspira essa avaliação de maneira mais apropriada. Nota-se que conseguimos encontrar palavras para explicar o inexplicável ou até o impossível. Pode não haver lógica, nem coerência, mas as palavras estão aí para quem quiser acreditar.

Em seu livro, “A Arte de ter Razão”, Arthur Schopenhauer apresenta, de modo irônico, trinta e oito estratégias para serem usadas para vencer uma discussão sem ter a razão. Nas palavras do autor, “afinal de contas é em ganhar que você está interessado, não na verdade”. O que importa é o resultado, a pessoa que for mais hábil conseguirá manter a sua posição. Nada mais útil a quem não quer largar de privilégios e vantagens.

Destaco uma dessas estratégias, que sempre me vêm à mente, quando vejo políticos em debates: a de que o que o seu oponente propor, em algo em particular, simplesmente ignore. Compreenda em um sentido diverso. Ou seja, se o oponente falar em educação pode ser entendido como saúde mental. Em seguida, ataque e diga que uma coisa está ligada à outra. E, por isso, precisa ser refutada, desconsiderada. Desqualifique a declaração. Coloque-se em oposição, dizendo tudo diferente do que foi dito. Você não estará com a razão. Não importa, mas estar certo não é o suficiente nesse debate.

E, vivemos, assim, felizes para sempre!

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