Blog Mario Enzio

Aprecio a leitura, não me canso de intercalar assuntos, para aprofundar-me, especializar-me, em algum tema que estudo. O que mais gosto de ler? O livro que está me falando ao coração naquele momento.

Elemento Surpresa

16 de outubro de 2014

O que será que consegue tirasurpresar alguém do sério, irritando-o, enraivecendo-o, ou, provocando euforia, deixando-o em estado de pura alegria? Um fato que venha de surpresa, que não estejamos esperando. Quer seja positivo ou negativo.

São essas histórias de tirar o fôlego, como o ingresso em um competitivo exame de seleção ou a descoberta de uma traição. Olhar seu nome na lista dos aprovados ou um flagrante adultério. A virada de um jogo com direito a goleada. Para que time você torceu? A notícia da perda de um emprego, uma gravidez indesejada ou a tão tentada, programada, esperada e, enfim, ocorrida. Um quase acidente automobilístico, salvo por aqueles milésimos de segundos, quando houve falta de atenção. Ou, uma virada no dia de votação, contrariando toda uma pesquisa eleitoral.

Posso discorrer algumas cenas que me lembro em que o elemento pasmo se compôs e manifestou-se em sua totalidade. Creio que você terá as suas próprias lembranças. Não vou chateá-lo com situações que podem ter sido desagradáveis. Vamos ao lado das mais agradáveis. Será que conseguimos recordar? Essa é a questão: de qual nos lembramos? Das boas ou das ruins. O que lhe deixou marcado, vão dizer alguns colegas analistas? Aquela que ainda não está bem resolvida? A que deixa marcas na memória? Aí a situação muda de figura.

O elemento surpresa passa a ter um componente vivo dentro de cada um. Viverá por dias, meses ou anos, dependendo da sua força. Irá resistir a sessões de terapia e, em alguns casos, irá para o túmulo com o sujeito. A expressão “o trauma define o paciente” se confunde com a vida cotidiana. Uau! Que perseguição interior, que causa mal resolvida. Por essa razão analítica que quando o impacto de uma emoção forte, da surpresa, é inoculado em algum lugar em que já reside alguma decepção ou deformação fica mais difícil limpar a área mental atingida. Em outras palavras, curar o trauma daquela frustração pode levar tempo. Isso vale para qualquer atitude da vida em que ‘empurramos decisões para baixo do tapete mental’ com angústias e discórdias.

E olhando o momento atual com esses ódios aparentes, esse racismo político, essas carências de um diálogo inteligente, penso na quantidade de traumas que irão se perpetuar. Ao acabar essa competição as pessoas voltarão a conviver com as mesmas pessoas que aí estão.

Que a surpresa seja apenas acidental, que possa haver uma boa dose de bom senso e compreender que é bom se irritar só de forma passageira.

Crédito foto: brazucanomundo 

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O mundo gira e as mudanças rodam

2 de outubro de 2014

Dentro de alguns dias preveem-se sinais de mudanças nos quadros políticos com ou sem reflexos sociais. Algumas serão consideradas como esperadas, outras serão surpreendentes. Iremos conferir. Mas, nada que se veja um cenário muito diferente do que aí está. Por quê? Porque mudanças profundas só existem quando se coloca de lado o que não se quer mais. Quando se joga fora o que não se usa ou se reutiliza como outra coisa. É preciso algum tempo maior.

Assim como quando pensamos em nosso mundo exterior, que em tamanho, é muita coisa para ser pensada como um todo, esse que está aí, em que agimos na natureza, que se transforma e deteriora, está em constante mudança. Não notamos, mas a cada dia alteramos alguma parte desse mundo. Quer seja na transformação das paisagens urbanas, na extração e esgotamento dos recursos, na contaminação do ar, dos rios, mananciais, da extinção de seres e outras. E, não percebemos as consequências no correr dos dias comuns, só depois de muitos anos de deterioração ou interferência é que iremos nos dar conta.

É mais ou menos assim que nos sentiremos depois desses dias de eleição. Ficará aquele sentimento de que o que fizemos foi pouco pelo que ainda tem que ser modificado. E não saberemos se estamos elegendo futuros indiciados em processos ou políticos que terão seu patrimônio elevado bem acima de seus rendimentos ou pessoas éticas que farão um bom trabalho à comunidade.

As mudanças que vem nem sempre estão na velocidade dos nossos desejos e vontades, de não estar dentro de nossas expectativas. Por isso, a ideia de mudança contínua é algo que deve ficar sempre dentro de nós. Essa questão que levantamos são preocupações constantes na ciência política desde há muitos anos, feitas por vários pensadores, e que devem permanecer em nós como dúvidas inquietantes.

Crédito foto: produzindo.net

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Números podem assustar

25 de setembro de 2014

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Essa afirmação é tão verdadeira que boa parte das pessoas não gosta de matemática. Essas pessoas, em geral, alegam que os números são incompreensíveis. Não conseguem mergulhar no estudo da álgebra, de equações e sistemas do primeiro e segundo grau, de fórmulas, cálculos e expressões numéricas, potenciação, percentuais, produtos notáveis, funções.

Ufa! Só de lembrar assusta, arrepia, apavora muita gente. Mas, a matemática pode ser uma aliada, quando consegue explicar fatos do cotidiano, por exemplo. Como níveis de desemprego, inflação, corrida eleitoral, entre outros.

Essa é a função da matemática aplicada, que é um ramo da matemática, que, por ter uma base sólida, oferece um amplo conhecimento multidisciplinar, onde a estatística se encontra. Que serve com seus fundamentos de projeções, probabilidades e tendências nos fazer compreender determinados episódios sociais.

Pelo menos, deveria ser assim. Quando não se manipulam dados. Quando apesar de toda formação acadêmica dos técnicos que a utilizam, não praticam seus procedimentos com a devida ética. No popular: manipulam os dados. Maquiam, alteram ou distorcem. Ou nem sempre refletem o quadro e a autenticidade do que estamos querendo analisar.

Além desse costume político manipulador, tem o lado da interpretação estatística, que nos dá um exemplo do impacto, do conflito provocado pelos números. Gosto de citar um diálogo entre dois empresários atônitos com a situação instável do mercado de trabalho. Estão num bar, em um bate papo cabeça.

Um diz ao outro: – Que loucura esse mercado. Como está difícil manter-se com essa economia inconstante. Tive que mandar embora 50% dos meus empregados. Responde o amigo: que desgraça, que decepção. É a recessão! Quantas pessoas tiveram que ser demitidas? O empresário resignado responde: uma. Eu tinha dois empregados.

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