Blog Mario Enzio

Aprecio a leitura, não me canso de intercalar assuntos, para aprofundar-me, especializar-me, em algum tema que estudo. O que mais gosto de ler? O livro que está me falando ao coração naquele momento.

Coragem

6 de janeiro de 2016

A coragem como todos nós conhecemos é um ato de bravura, uma energia moral que nos desperta diante de situações aflitivas ou difíceis. Só que poucos sabem que ela se exprime de algumas maneiras, vamos comentar de duas delas: a coragem fria e a coragem quente.

A fria é aquela, como a palavra está dizendo, vem da postura de alguém que tenha sangue frio em uma determinada ação. No popular: é a pessoa de cabeça fria. Então, agora, fica fácil dizer que a outra é a quente. Aquela atitude de alguém com sangue quente. Isso é: a pessoa de cabeça quente. Podemos dizer que são a virtude fria e a virtude quente.

Mas, se quiséssemos avaliar e dar uma nota: qual seria a virtude mais aceitável? A mais útil? A que teria mais mérito? Precisaríamos ir adiante à nossa analise. Pensar em que situações a coragem se vê presente.

Em uma situação de grande perigo, em precisamos defender alguém que amamos, apesar do medo, podemos agir sem pensar nas consequências, sem muita responsabilidade. Depois acabamos dizendo que perdemos a cabeça com o resultado. Agir de cabeça quente pode não ser a melhor solução. É o que recomendam os especialistas em segurança, por exemplo, em casos de um infeliz assalto.

Ser ousado, ser destemido, ser um guerreiro pode ser uma postura para um campo de batalha, não para se conviver em harmonia numa sociedade que quer criar a cultura da paz.

Ser ou estar de cabeça fria, com a coragem sendo colocada na esfera da paciência, da serenidade é o mais indicado. Entretanto, essa é a mais difícil postura: ter coragem para modificar sem agredir, onde temos que dominar todos os nossos instintos.

Crédito foto: claudio moreira

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Arruaça

15 de outubro de 2015

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Quem vive em condomínio pode ter vivido experiências estressantes com vizinhos. Nada que não possa se resolver. Será?

A novidade revolucionária que veio junto com os prédios de apartamentos foi o elevador, que começou a ser fabricado no Brasil em 1918. Sem ele era um esforço descomunal subir vários lances de escada com as compras do mês. O que o digam os que moram em andares altos quando falta luz ou os de prédios antigos sem essa facilidade de locomoção.

Se bem que nesses prédios mais antigos têm quatro, cinco ou no máximo seis andares. Sabe-se que subir doze lances de escada não é para qualquer um.  Naqueles tempos o esforço podia ser compensado. Talvez por conta disso as pessoas tivessem um corpo mais definido. O glúten não era tema nas conversas. Nem a gritaria nos corredores do prédio, muito menos fazer um churrasco na laje, ouvia-se pouco o que o outro fazia além da sua porta.

A moda era outra e o nível de relacionamento com os vizinhos ocasionavam outras sintonias. As pessoas se conheciam, sabiam os nomes dos moradores, se olhavam nos olhos, e, podem acreditar no que vou escrever: se cumprimentavam. Anos vão e vêm, os prédios ficaram espigões. Morar em prédio pode ser sinônimo de progresso, mas quem vive dentro deles não necessariamente significa que tenha evoluído em aspectos de convivência e respeito.

Não saberia dizer se as paredes ficaram mais finas, já que o prego não fixa sem uma boa bucha ou porque se utiliza do gesso que é mais barato que o concreto, o que consigo perceber é que se escuta quase tudo que o vizinho está fazendo. Por estar assim tão próximo do vizinho, não deveria ser mais solidário?

Crédito foto: migramundo

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Ciclos Viciosos

7 de setembro de 2015

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Considero que sempre é necessário que exista um ato de ruptura para que a mudança possa ser profunda. Escândalos são bons motivadores. Vejamos o caso Watergate. Já sei: você me dirá que foi nos Estados Unidos nos anos setenta. Só peguei como um exemplo: um caso emblemático que fez um presidente renunciar. Collor renunciou depois que se viu em uma situação de denúncia, apesar do processo de “impeachment” ter se concretizado. Getúlio se matou depois que não conseguiu lidar com os desmandos de sua guarda pessoal, dando asas aos seus desejos passados. Há sempre um fato que pode gerar uma quebra no estado das coisas harmoniosas ou estabelecidas. Outro exemplo, dessas rupturas ao “status quo” foi uma foto do menino sírio afogado nas praias turcas que rodaram a mídia. Vê-se que o êxodo dos imigrantes de diversos países do Oriente e da África já representam números que recordam as mazelas da II Guerra Mundial.

Pode ser que a política dos países europeus se renda a essa foto chocante? Um ponto de distensão no tecido social. Um rompimento no que se pode chamar de governabilidade. Quando o desequilíbrio de forças faz com que pensemos na razão de estarmos envolvidos em uma mesma sociedade que não tem uma solução que possa ser considerada como viável para os mais simples problemas. Quando nos vemos nessas condições, parece-me que o melhor a fazer é mudar com o que está, aparentemente, desorganizado.

Aí vem uma pergunta clássica: – quantos estão sensibilizados com essas questões? Quantas pessoas têm consciência de que uma mudança poderia ser mais promissora do que deixar as coisas do jeito que estão? Em política, quem não participa ativamente, mal sabe o que poderia lhe ser mais conveniente a não ser o que lhe motiva em suas vontades básicas ou as relativamente secundárias. Refiro-me àquelas que nos mantém com algum alimento na mesa, alguma segurança, um emprego, mesmo que em subcondições, e relativa mobilidade urbana.

Sempre me provoco a dar alguma solução, para ir melhorando o entorno de onde vivo. Uma solução simples é sempre mais bem-vinda do que mudanças radicais. Daí penso sempre na votação do ano seguinte: de não votar em quem não fez nada, mas fico pensando que os políticos que virão poderão incorrer na mesma prática. Se pensar assim, jamais haverá uma mudança que possa ser consistente. E deixar os que aí estão nem sempre será a solução. Que sinuca de bico.

Crédito foto: pixar.com

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Todos os Tamanhos

12 de outubro de 2011
A vida é repleta de adaptações ou situações surpreendentes. Ou seja, se a vida não é adaptada a nós, precisamos nos adaptar a ela, aceitar as diversidades é um excelente e positivo começo. Este é um dos segredos embutidos na felicidade. Conhece o filme, o livro, as palavras por lá contidas, não? Diz que a força está em saber vencer os obstáculos, nem que estejam distantes de nós. O que nem sempre é fácil, não é? Para alguns, até dá uma preguiça lutar pelo que se quer. Veja este exemplo: o banco para os privilegiados está tão distante na plataforma na estação do metrô, que até que o necessitado consiga chegar lá, já se passaram, no mínimo, dois trens. Dia destes enquanto a pessoa caminhava lentamente, roçando suas roliças pernas, quase se arrastando, quatro meninas estavam sentadas no banco. Sim, quatro magrelas. Riam e se entretinham com o inusitado, sem perceber o que é ter outra medida de referência. Eram magrinhas, ainda. E, a pessoa vinha se movendo, passo ao passo, quase não chegava. O trem chegou, as meninas se levantaram, e, saíram correndo, tiveram acesso bem antes que as portas se fechassem. A pessoa que caminhava, com todo seu tamanho, nem teve tempo de chegar ao trem, o fôlego parecia lhe faltar, mas estava quase chegando ao banco. Desta vez ao seu dispor, até que o próximo trem chegasse, e outro esforço fosse empreendido. Quem não convive com este problema acredita apenas na sua normalidade. Mas, para ser, mesmo, feliz é preciso compreender tudo o que nos cerca com respeito.

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