Blog Mario Enzio

Aprecio a leitura, não me canso de intercalar assuntos, para aprofundar-me, especializar-me, em algum tema que estudo. O que mais gosto de ler? O livro que está me falando ao coração naquele momento.

Política das Batatas

28 de setembro de 2011

Batatas_DSC_0000110Ao vencedor, já diziam, as batatas. Será que só pela morte, como de Quincas Borba, isto daqui terá jeito um dia? O pessimismo é latente, por que para mudar é preciso que se queira, senão fica tudo do jeito que está. E quem quer mudar as diversas políticas públicas: dos tributos, do excesso de leis, das que pegam ou não, do financiamento de campanhas, da representação política que, agora, com o novo partido do Kassab, são 28? Isto mesmo VINTE E OITO PARTIDOS POLÍTICOS! Três partidos dariam muito bem a conta da representação neste mundo globalizado: um de esquerda, um de centro e outro de direita. Não estaria bom? O do Kassab diz ser de centro. São diversas políticas públicas a serem revisadas e repensadas. Seria essencial começar por alguma. Senão fica tudo igual. Na política, você não sabe quem quer o quê? É a manutenção da lei do mais forte. Fica entre eles. Somos vistos pelos políticos como objetos, somos coisa que se pode manipular. Inanição é o que sentimos, mas estamos começando a reclamar, quem sabe melhoremos nosso estóico coro dos insatisfeitos. Para acabar com está amarga verdade: de que tudo acaba em pizza, que termina em batatas, também. Tudo parece igual, e assim continuaria porque a maioria é feliz do jeito que está.

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Tudo por um Bonde, pelo amor de Deus!

21 de setembro de 2011
USUÁRIOS LOTAM METRÔ DE SÃO PAULODiante do fato só há uma solução: perguntar o quê se pode fazer para melhorar? E se as pessoas saíssem mais cedo do trabalho? Será que as empresas iriam ceder possíveis interesses mercadológicos para estas reivindicações? Uns diriam por que você não trabalha perto de onde mora? As oportunidades nem sempre podem estar do lado de sua casa. Absurdos a gente escuta quase sempre. Aliás, o Governador de São Paulo sugeriu que as pessoas utilizassem este transporte em outros horários? Simples, não? E o que o sujeito ficaria fazendo? Experimente para analisar e descobrir por quanto tempo este mar de pessoas fica transitando nas plataformas. E se a pessoa quer chegar a tempo em casa porque saiu cedo, trabalhou, estudou? É direito dela querer ter uma vida com dignidade. Há pessoas que levam uma ou duas horas para ir ao trabalho, e mais o mesmo tempo para voltar. Isto não é digno! Não são soluções de curto prazo, mas os governantes já sabem que a população vem crescendo, que o transporte público é ruim, por que as cidades não são planejadas nas suas devidas necessidades? Hoje, este é o mural das lamentações. Será que um dia seremos felizes com estes tais transportes públicos?

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Mundos Invisíveis

15 de setembro de 2011
Back_One_Estar na frente de um copo, nos faz divagar, pensar em coisas que queremos que estejam quase ocorrendo. É como dialogar com o vazio, com o nada. Até se pode imaginar que exista vida naquele espaço. É o efeito da emoção de se estar isolado, solitário. Dentro desta linha, nem se pode imaginar o que possa estar ocorrendo dentro daquele recipiente gelado. Dias atrás em reportagem sobre a vida bacteriana, surpresas inenarráveis. Revelaram que estão presentes na atmosfera há bilhões de anos. Se raciocinarmos do ponto de vista biológico que a vida pode ter surgido de seres destas dimensões, a Terra seria praticamente deles. O resultado é que onde tocamos, uma bactéria está em ação. Em tudo que existe carregamos uma dezena, às vezes centenas de micro organismos. Uns são do bem, nos ajudam na resistência, na alimentação, com a fermentação de alimentos, nos medicamentos, entre mais. Outros podem ser nocivos à saúde. Diz o ditado: o que não vemos, não faz mal ao coração. Não é bem assim. Um olhar esperto com um super microscópio atômico estaria presenciando um diálogo além da matéria. Uma conversa metafísica, de alegria e felicidade de um mundo paralelo!

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Duzentos e Noventa Quilômetros

8 de setembro de 2011
DSC_0000139Anda um pouquinho, para um pouquinho, descansa um pouquinho, duzentos e noventa quilômetros, anda um pouquinho, para um pouquinho, descansa um pouquinho. Duzentos e quarenta e cinco quilômetros, anda um pouquinho, para um pouquinho, descansa um pouquinho. Pode ser que você não se lembre de ter cantarolado algo parecido, mas, isto tem melodia. É uma música infantil. Claro que não com esta letra. Fizemos uma pequena adaptação. É uma triste e perplexa homenagem a tragédia que acontece na cidade de São Paulo. A cada dia mais um recorde é atingido. Conseguem-se vias entupidas, pessoas estressadas, carros colaborando com o efeito estufa. O trânsito está mesmo quase parando a cidade. A música continua no ar. Pensar que trânsito faz parte desta cidade e da vida de pessoas nas grandes cidades é não gostar de viver. Imaginamos o pior, com as vendas sempre crescentes de carros. Quando teremos transporte público de qualidade que minimize este efeito? Enquanto isto não ocorre ficamos felizes com estes feriados prolongados.

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Pontes do Vizinho

1 de setembro de 2011
DSC_PonteO que se vê nas estradas são descaso, desinteresse e desvios. Não de rotas, mas de recursos. O DNIT por conta das denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes, ocorridos há pouco mais de mês, espera por novas licitações ou rearranjos nos contratos existentes. Enquanto isto não se concretiza, os investimentos estão, simplesmente, parados. As estradas, que já não são boas, continuam se deteriorando. Além de serem verdadeiras armadilhas à circulação. Têm rotas que foram projetadas nos anos quarenta, que não suportam o tráfego ou o peso dos novos veículos. Critérios que só serão considerados quando o pior acontecer. Mas, êta povinho brasileiro cheio de marra, tem sempre gente criativa: semanas atrás, um cidadão cansado de não receber ajuda material e financeira para a estrada que ligava sua casa ao município, inovou. Melhorou as condições da estrada e construiu uma ponte. E deixou uma mensagem bem clara que aquele caminho era uma iniciativa que merecia ser utilizado só por pessoas que ele autorizaria. Deixou escrito quem não poderia trafegar por sua obra. Se a moda pega talvez tenhamos pessoas menos indignadas e mais felizes.

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A Cobrança está no Ar

25 de agosto de 2011
Surpresas são situações que geralmente fogem da rotina, geradas de acontecimentos improvisados. Ou quando imaginamos uma atitude e ocorre algo contrário. Justificamos esta indignação. Dias atrás, em viagem, fomos convidados a nos hospedar na residência de nosso excêntrico anfitrião. Bastou uma noite para que tivéssemos sonhos elaborados e dirigidos. Compunha em detalhes a visão de um check-out de supermercado. Naquele ambiente, a atendente registrava os produtos, passava-os um a um, por uma lente ótica infravermelho, ao som de um bizarro e ensurdecedor ‘pin’ com eco, toda vez que cada item era cobrado. Ao mesmo tempo, ela dizia palavras inteligíveis, balbuciando, gesticulando, e, mostrava-nos o local da saída. Pedia que não ficássemos ali parados, que fossemos rápidos, diligentes, por que estávamos efetuando tantas compras àquela hora. Sua insistência e elouquência seriam verdadeiras se não fosse visível apenas parte de seu franzino corpo. Passamos mal naquela madrugada. Só depois entendemos a origem do movimento onírico. Acusamos a influência da auto-sugestiva cortina, com adereços especiais de um código de barras, que geraram um sonho em forma de cobrança. Haja paciência até numa amena noite de sono.

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Enfaixadas e Multadas

18 de agosto de 2011
DSC_0000099Isto é uma destas coisas que acontecem por aqui: têm leis que pegam outras que não pegam, definitivamente. Estas ficam sem efeito até um dia que alguém resolve retirá-las do ordenamento jurídico. Mas, têm outras que ficam em estado de hibernação, como se estivessem maturando, apesar do costume já estar regulado. Enquanto isto, neste caso da proteção aos pedestres, muita gente morria, mesmo ao tentar atravessar na faixa. A multa que se aplica ao motorista já existe há anos, agora está valendo. Sem surpresas, ainda, continua morrendo gente. Esta coisa de educação no trânsito deve ser perene e quando as pessoas estão dirigindo mudam de personalidade. Transformam-se em seres neo-paleolíticos. Leis que deveriam ser mais severas, para evitar tantas mortes. Neste país se mata por ano mais do que uma guerra do Vietnã, algo para mais de 50 mil mortes por ano, sem contar os quebrados e aleijados. Haja gente mutilada e enfaixada. As multas em cima da faixa são a bola da vez dos arrecadadores dos DETRANS que se deliciam e satisfazem em aplicar penalidades aos distraídos. Sendo assim, vamos continuar olhando para todos os lados ao atravessar. E, tentar, ser feliz nestas cidades!

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Endere-25C3-25A7os_EspeciaisO que pode esconder um modesto endereço numa grande cidade? Pelo que temos visto nas notícias, o que a sua imaginação desejar: um cortiço com mais de vinte quartos, amontoados em três cômodos, à conjugação de empresas importadoras e exportadoras. De pequenos aos grandes negócios, concomitantemente inescrupulosas maracutaias às empresas fantasmas, com dirigentes representados por incautos laranjas. Não há limites para o que se pode estabelecer num endereço que nem tenha porte para o que se propõe. Um bom esquema de corrupção terá capacidade para verter volumes de crédito ao fundo perdido. Direto de bancos de investimentos nacionais aos paraísos fiscais. Prosperidade que não tem fachada, nem de quem seja o responsável. Fica o enigma, o mistério, do que ocorre atrás daquelas paredes. A quem observa de fora, mesmo que exista um entra e saí, não passará de uma pensão de meninas carentes em busca de momentos de felicidade. E os insatisfeitos freqüentadores não serão uma ameaça.

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Gente Demais ou Recursos de Menos

4 de agosto de 2011
Excessos nunca são bem vindos, para mais ou menos. A verdade é que a cabeça de quem planeja as cidades caminha em uma velocidade e as realizações em outra. A economia avança em uma velocidade e os políticos e administradores públicos agem à sua velocidade. O desafio está em saber gerir as prioridades. Onde você caminha em uma grande cidade há cenas que podem surpreender: como de um estudo diz que o excesso de passageiros pode ser o resultado da pane no metrô. A resposta é que falhas técnicas foram provocadas com a superlotação. Mas, não é só aqui. O mundo está ficando superlotado, e, se todos quiserem ter os níveis de consumo das grandes cidades, vai faltar muita coisa para se atender o consumo. Será que continuaremos felizes?

 

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Cheiros Coletivos e Particulares

27 de julho de 2011
DSC_0000057Caminhando por uma calçada sentimos os cheiros do local, percebe-se quem cuida ou não do seu espaço privado-público. Pessoas varem seus lixos para fora de casa, esguicham líquidos e detritos em processo de decomposição. Uns nem se preocupam com o cheiro que irá exalar no local. E o caso de uma senhora no interior de SP, descoberta com duas toneladas de lixo em casa. Que aterro particular sanitário ecologicamente inviável. O lixo de cada um, o cheiro de cada um, o cheiro de todos nós. Você já percebeu que têm regiões de sua cidade com cheiros peculiares? É a parte do odor coletivo no espaço. O cheiro do centro de São Paulo, da cracolândia, ou conforme a estação do metrô varia o cheiro do local, já percebeu? Se quiser um toque internacional: do aeroporto de Miami ou na Rua 42 com Broadway em Nova York, têm cheiros diferentes. Desenvolva mais o sentido do olfato, se já não o tem, e perceba as sutis diferenças, que faz com que um cheirinho seja repulsivo com cara de ogro ou atrativo com cara de feliz!

 

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