Blog Mario Enzio

Aprecio a leitura, não me canso de intercalar assuntos, para aprofundar-me, especializar-me, em algum tema que estudo. O que mais gosto de ler? O livro que está me falando ao coração naquele momento.

Arruaça

15 de outubro de 2015

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Quem vive em condomínio pode ter vivido experiências estressantes com vizinhos. Nada que não possa se resolver. Será?

A novidade revolucionária que veio junto com os prédios de apartamentos foi o elevador, que começou a ser fabricado no Brasil em 1918. Sem ele era um esforço descomunal subir vários lances de escada com as compras do mês. O que o digam os que moram em andares altos quando falta luz ou os de prédios antigos sem essa facilidade de locomoção.

Se bem que nesses prédios mais antigos têm quatro, cinco ou no máximo seis andares. Sabe-se que subir doze lances de escada não é para qualquer um.  Naqueles tempos o esforço podia ser compensado. Talvez por conta disso as pessoas tivessem um corpo mais definido. O glúten não era tema nas conversas. Nem a gritaria nos corredores do prédio, muito menos fazer um churrasco na laje, ouvia-se pouco o que o outro fazia além da sua porta.

A moda era outra e o nível de relacionamento com os vizinhos ocasionavam outras sintonias. As pessoas se conheciam, sabiam os nomes dos moradores, se olhavam nos olhos, e, podem acreditar no que vou escrever: se cumprimentavam. Anos vão e vêm, os prédios ficaram espigões. Morar em prédio pode ser sinônimo de progresso, mas quem vive dentro deles não necessariamente significa que tenha evoluído em aspectos de convivência e respeito.

Não saberia dizer se as paredes ficaram mais finas, já que o prego não fixa sem uma boa bucha ou porque se utiliza do gesso que é mais barato que o concreto, o que consigo perceber é que se escuta quase tudo que o vizinho está fazendo. Por estar assim tão próximo do vizinho, não deveria ser mais solidário?

Crédito foto: migramundo

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